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Adoção: Abrace esta causa

Você sabia que mais de 46 mil crianças e adolescentes estão "depositados" em abrigos no Brasil? São as chamadas "crianças invisíveis". Infelizmente, a ineficiência do Poder Judiciário e a tentativa de reinserção constante das crianças em suas famílias de origem colaboram para a manutenção deste drama.

Para o IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família), a culpa é do Judiciário por não colocar em prática o que preceitua o artigo 227 da Constituição Federal: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão".

Quanto a reinserir as crianças em suas famílias de origem, infelizmente estas não proporcionam condições e nem manifestam interesse em ficar com elas, mas as autoridades e equipes técnicas envolvidas mantêm-se num incessante enaltecimento dos laços sanguíneos. São avós que nunca viram seus netos, tios que nem sequer sabem da existência de seus sobrinhos, pais mergulhados no mundo das drogas.

O processo de destituição do poder familiar, que deveria tramitar por 120 dias, na prática pode chegar a longos 6 anos. Com o anteprojeto de adoção elaborado pelo IBDFAM, espera-se que esse cenário mude com a aprovação dele pelo Congresso Nacional.

Para uma atitude tão nobre, não importa se você é casado ou mantém uma união estável, tampouco sua orientação sexual. Exige-se apenas que você seja maior de idade e que, entre quem adota e quem é adotado, haja uma diferença mínima de 16 anos. A habilitação dos interessados perante o Juizado da Infância e Juventude e o estágio de convivência também são os outros dois requisitos.

E quando se quer adotar uma criança específica? A inscrição no Juizado é dispensada e os interessados devem se dirigir ao cartório do Juizado da Infância e Juventude juntamente com um advogado, que os orientará para tal processo. Faça o bem, sem olhar a quem!

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